quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Afinal, porque tantos conflitos entre Israelenses e Palestinos?

É triste imaginar que enquanto eu como pizza e escrevo esse texto dezenas de famílias palestinas correm perigo na faixa de Gaza.
A alguns dias atrás Israel iniciou os seus ataques contra o Hamas (Misto de milícia, partido político e instituição de caridade, recentemente batizados por alguns líderes de países como terroristas) na faixa de Gaza, território dominado pelo grupo. O Hamas é um grupo contrário ao Fatah, grupo esse que negocia com Israel um acordo de paz e que foi expulso de Gaza pelo Hamas após boicotar o gabinete da ANP (Autoridade Nacional Palestina) chefiado pelo Hamas em 2006. As divergências entre Israel e Hamas não é só política, como também histórico religiosa. Em 381 d.C. Israel foi destruído pelos Romanos, e só em 1948 d.C. o estado judeu de Israel voltou a ser nação, esse retorno foi ação dos sionistas, grupo que defendia o reagrupamento dos judeus espalhados pelo mundo na Diáspora com a formação de um estado judeu na palestina (Israel). Segundo o Wikipédia, a área correspondente à Palestina até 1984 encontra-se hoje dividida em três partes: uma parte integra o Estado de Israel e duas outras a Faixa de Gaza (Liderada pelo Hamas) e a Cisjordânia (Liderada pelo Fatah), de maioria árabo-palestina.
Durante os ataques, os militares Israelenses não pouparam civis palestinos que habitam a faixa de Gaza, os mesmos civis que são usados como escudos pelo Hamas. Israel afirma que os ataques visam extinguir os radicais fundamentalistas do Hamas, no intuito de defender o país da influência desses fundamentalistas e de futuros ataques terroristas chefiados pelo Hamas. Porém, esses ataques vitimaram centenas de civis inocentes que ocupam Gaza e que não são militantes do Hamas.
Ao todo já são mais de 700 mortos, dentre eles crianças e adolescentes menores de 16 anos. O conflito entre árabes e judeus é antigo, vem desde a fundação do estado de Israel, e as justificativas para o conflito possuem diversas vertentes ideológicas. O que de fato é concreto nisso tudo é que não há maneira de unir povos de maneira homogênea sem conflitos, o que se deve buscar é a convivência entre o Estado judaico e um Estado árabe palestino, através de um acordo de paz entre as portes.

Mas qual seria a real justificativa para esses conflitos?

Trouxe para vocês trechos de comentários espalhados na internet, que possuíam um mínimo de lógica, e que trazem algumas informações não divulgadas sobre o conflito. Não disponibilizarei as fontes porque são inúmeras, mas adianto que nenhum dos relatos não são de minha autoria.
Vamos lá:

"Não é, como muitas vezes pode transparecer do teor das notícias e dos comentários, o choque entre um Estado judaico estabelecido e um povo ainda sem pátria em sua luta por conquistá-la. É, na verdade, um conflito de quase um século entre dois conceitos: 1) o de que na antiga Palestina só haveria lugar para uma realização nacional (na visão dos árabes, um Estado palestino-árabe, excluindo-se a possibilidade de um Estado judaico); 2) o de que haveria lugar na Palestina para a convivência pacífica de dois estados nacionais: um árabe e um judaico."

"Árabes e judeus tem a mesma origem,suas línguas pertencem ao mesmo grupo e seus ancestrais, viviam no Oriente Médio há milhares de anos."

"O Estado de Israel,é um entreposto militar dos Estados Unidos na região,para defender os interesses americanos de dominio do petróleo pela força militar,MAS os povos árabes e judeus são muito maior que os interesses de Israel e EUA."

"Mas Israel quer tudo para ele, tanto que o exercito de Israel invade e estupra as mulheres Palestinas e suas crianças na faixa de 12,13,14 anos de idade, para expulsar o povo Palestino de sua própria terra que restou, e a ONU, não intervém nesses estupros, pois a ONU, É BASE POLITICA DOS ESTADOS UNIDOS."

"O tratado entre ÁRABES E JUDEUS, não foi respeitado por Israel, que invadiu as colinas do GOLÃ, que pertencem a Síria, e a Palestina, porque existe nas colinas um enorme reservatório de água, o único na região."

Algumas perguntas que vocês já devem ter feito, e suas possíveis respostas:

Porque os EUA não interveio até agora no conflito?
Porque o estado de Israel é de interesse americano, para obter domínio sobre o território árabe fonte de petróleo (riquezas). Além de o fato de que o material bélico utilizado por Israel é em sua grande maioria de origem americana.


Porque escolheram o território da Palestina para instituir o estado de Israel? Em que se baseia a apropriação do território por Israel?
Segundo o site 10emTudo:
1. A Terra de Israel foi prometida por Deus aos judeus. Esta é a antiga terra dos patriarcas e profetas bíblicos. Na Bíblia, inúmeras passagens citam Israel e Jerusalém como sagrados ao povo judeu e as principais orações judaicas falam sobre o retorno do povo à sua cidade sagrada. As orações judaicas são feitas em direção a Jerusalém. Durante as festas judaicas, as orações são encerradas recitando a frase “ano que vem em Jerusalém”.
2. Desde que os judeus foram exilados pelos romanos, a Terra de Israel nunca foi estabelecida como um estado. A região foi colonizada por diversos impérios, mas nunca voltou a ser um estado soberano. Foram imigrantes judeus que desenvolveram a agricultura e construíram cidades para restabelecer um estado no seu lar histórico.
3. O estado de Israel foi criado pelas Nações Unidas em 1947. É um estado democrático, moderno e soberano.
4. Toda a Terra de Israel foi comprada pelos judeus ou conquistada por Israel em guerras de defesa, após o país ter sido atacado por seus vizinhos árabes.
5. Os árabes controlam 99.9% do território no Oriente Médio. Israel representa apenas um décimo de 1 % da região.
6. A história demonstrou que a segurança do povo judeu apenas pode ser garantida através da existência de um estado judeu forte e soberano.

Qual a posição dos países árabes sobre o conflito?
Segundo o site folha da UOL, os governos árabes têm posição dúbia. A maioria apoia o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, contra o Hamas, temendo a influência do grupo sobre radicais em seus países. Mas sofre pressão popular para reagir a Israel. Apenas dois países árabes, Egito e Jordânia, têm relações diplomáticas com Israel. Em 2002, a Liga Árabe lançou a Iniciativa de Paz prometendo normalizar relações com Israel em troca da desocupação de Gaza, da Cisjordânia, de Jerusalém Oriental e das colinas sírias de Golã.

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