domingo, 25 de janeiro de 2009

Despedida

Adeus! Vou, embora não vá. Vou, embora não haja motivo suficiente para te deixar. Se é que te deixo. Triste é o momento de partir. Mas se fico dou as costas a um futuro desconhecido e reafirmo minha fraqueza mais uma vez. Se vou, me esvazio em tristeza e desespero, desamparo e solidão.
É difícil desprender-se de quem se ama e de quem esteve ao seu lado por toda a vida. Eu vou, mas eu fico. Vou em corpo e esperança, e fico em amor e lembrança.
Que o futuro me seja amigo, e que o destino não me seja tão cruel como antes foi. Guardarei o perfume de todos os seus pedaços, o aconchego dos teus olhares, o carinho do teu toque e o amor do teu coração. Vou, mas nunca te deixarei em solidão. Guarda em ti a memória dos momentos bons, e numa caixinha as experiências ruins que passamos juntos.
Levo dores e amores, que nunca cicatrizarão.
Perdoe-me por ser fraco, já aviso de antemão. Sou um pobre coitado que não vive em solidão.
Despedir-me é triste, me aperta o coração.

Adeus! Que o futuro, por ventura, não se esqueça de nós dois.

Amo você.

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