terça-feira, 23 de junho de 2009

A vez dos "burros"?

O novo acordo ortográfico trouxe, entre outras mudanças, uma nova lógica na acentuação de algumas palavras que me deixou muito intrigado. Ora, se a mudança visa unificar o idioma, principalmente a escrita, dos países de língua portuguesa, por que duas opções de escrita de algumas palavras? Antes de falar um pouco mais sobre o assunto quero que vocês entendam um pouco do que eu estou falando.

"Agora, levam acento agudo ou circunflexo as palavras proparoxitonas, reais ou aparentes, cujas vogais tônicas (ou tónicas?) e ou o estão em finais de sílabas e são seguidas das consoantes nasais m ou n, conforme o seu timbre é, respectivamente, aberto ou fechado nas pronúncias cultas da língua:
Académico ou Acadêmico;
Anatómico ou Antômico;
Cénico ou Cênico;
Cómodo ou Cômodo;
Fenómeno ou Fenômeno;
Género ou Gênero;
António ou Antônio (Sim! o nome próprio);
Amazónia ou Amazônia;
Gémeo ou Gêmeo;
Fémea ou Fêmea;
Génio ou Gênio, dentre outras."

Ou seja, a pronuncia nessa regra não muda, mas a grafia pode ser dada das duas maneiras, sem prejuízo do significado. Faz sentido unificar a escrita dando duas maneiras de se escrever? Talvez para você faça, para mim não.
Vejo essa regra por outra ótica. Agora, na dúvida, quem não estudou o português direitinho foi beneficiado. Só fiquei com pena do pobre do Antônio (ou António) que vai ser motivo de piada.

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