terça-feira, 23 de junho de 2009

Um pouco mais sobre a reforma ortográfica e seus detalhes

Acordo vem para unificar a ortografia oficial dos países de língua portuguesa e aproximar nações

Texto de MARIANA SGARIONI
com adaptações.

"A adopção de uma única ortografia entre países de língua portuguesa pode ser óptima." Se esse texto fosse escrito em Portugal, a frase anterior estaria corretíssima. Já no Brasil, a letra p (nas palavras adopção e óptima) está sobrando e parece um erro de digitação - pesar de todos sabermos que se trata do mesmo idioma.
Do ponto de vista da ortografia, existem diferenças bastante relevantes na língua portuguesa. E não apenas entre os dois países. Nas outras seis nações que falam e escrevem o português (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) ocorre o mesmo.
Para acabar com essas diferenças, foi criado, em 1990, um acordo ortográfico - que deve vigorar no Brasil a partir desse ano. "A existência de duas grafias oficiais acarreta problemas na redação de documentos em tratados internacionais e na publicação de obras de interesse público", defendia o filólogo Antônio (ou António?) Houaiss, o principal responsável pelo processo de unificação aqui no Brasil.
Originalmente, o combinado era que todos os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deveriam ratificar o acordo para que ele tivesse valor. Em 2004, porém, os chefes de Estado da CPLP decidiram que bastava a aprovação de três nações para a reforma ortográfica entrar em vigor. O Brasil, no entanto, definiu que mudaria o jeito de escrever somente se Portugal também o fizesse (e o "sim" de Lisboa às normas só veio em 2008). É importante ressaltar que a pronúncia, o vocabulário, e a sintaxe permanecem exatamente como estão. A novidade é a unificação da grafia de algumas palavras.

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