Esse texto é do Ubiratan Carlos Machado, professor, palestrante e escritor, com algumas adaptações.
"... Na Idade Média os colégios eclesiásticos (mosteiros) formavam a nata da sociedade. Os alunos (monges e padres) saiam destes institutos para prestar serviços religiosos nos castelos. Eles eram super bem preparados: falavam latim, grego, sabiam sermões de cor, trechos inteiros da bíblia, tinham resistência para orar horas a fio e mais do que isso eram representantes oficiais da mais poderosa instituição do período: a Igreja Católica. Enquanto o contexto medieval perdurou estes caras foram a nata da sociedade. Eram solicitados e não lhes faltava emprego. Os padres, literalmente, eram pegos a “laço”.
Mas, gradativamente a sociedade foi mudando quando entrou uma figurinha chamada “homem burguês”. Este cara não gostava muito de latim, mas sabia comercializar muito bem e ganhava dinheiro. Para ele um padre (ou monge) não era nada! Com o tempo ele não só afirmou sua opinião, mas a disseminou por toda a sociedade. Ele não precisava de padre! Ele afirmou isso tanto que um dias dois caras resolveram este problema para ele: Lutero e Gutenberg. O primeiro lhe deu forneceu liberdade para ler a Bíblia (Reforma Protestante) e o segundo forneceu a possibilidade concreta de o fazê-lo (Criação da Imprensa que imprimiu e popularizou a Bíblia para milhões de pessoas).
De repente, (de fato não foi de repente, mas foi um processo lento e subjetivo) o que era doce se tornou amargo. O que era a elite passou a ser o estorvo da sociedade. Os copistas dos monastérios (aqueles que ficavam copiando a Bíblia manualmente e levavam década para concluir cada volume) ficaram obsoletos. Não tecnicamente! Tecnicamente eles eram ainda a nata! Eles estavam preparadíssimos para suas funções e preparados para o mercado de trabalho só que tinha um problema: aquele mercado de trabalho estava desaparecendo. A cada ano se formavam novos “copistas” e “padres” super qualificados, mas o mercado que eles iriam atuar era cada vez menor. E foi ficando menor até o ponto de desaparecer. Até hoje alguns ainda tem emprego ensinando caligrafia bonita...
Hoje o similar de “monges” e “padres” são os universitários. O maior monastério do país (a Universidade de São Paulo) forma anualmente centenas de milhares de “padres” e “monges” que são super qualificados para exercer funções que estão em plena extinção. Os milionários da nossa era não são universitários tradicionais, a maioria deles nem se formou (Dell e Gates são exemplos clássicos), mas eles encontraram mercados que não existiam para exercer suas habilidades. Eles se deram conta das suas qualidades específicas e buscam encontrar mercado para elas. Sabiam que o mundo estava mudando e ainda está permanentemente em mudança por isso Paulo Freire dizia: eu não sou, eu estou sendo...
Veja ao seu redor! Não existia o curso de web-designer a cinco anos atrás, mas a atividade já existia. O mesmo posso dizer de analista de conteúdo (dos grandes sites) e o que posso dizer dos vendedores do Mercado Livre? Já tem campeões de venda que fazem seminários específicos para os que querem ingressar e fazer dinheiro no site! Vá lá e veja por si mesmo! Isso não existia a 5 anos atrás e hoje tem muitas pessoas ganhando muita grana com isso! Provavelmente já existirá uma nova dezena de profissões de ponta antes mesmo que você termine a faculdade! Estamos em uma era de mudança que vai separar os “monges” e “padres” dos “comerciantes” e “industriais”. Os novos comerciantes são pessoas que trabalharam com idéias, informações e estética que giram em torno da “circulação” de bens de consumo e serviços. Os industriais da informação (sociedade do conhecimento) são caras como Jerry Yang (Yahoo, 2 bilhões de dólares) e Larry Page (Google, 4 bilhões de dólares) que montam o palco para as centenas de “comerciantes” atuarem.
...
Diante disso a pergunta central é: em que mercado emergente eu posso utilizar o que aprendi ou o que estou aprendendo! Depois de responder isso: Vá! Faça uma universidade! Se possível uma boa universidade! Forme-se, se possível com as melhores notas! Mas, jamais se pergunte se você está preparado para o Mercado de Trabalho (forma generalizada e senso comum) porque muitas vezes o mercado que você pode realmente utilizar as suas habilidades ainda nem existe e você está considerando-se incapaz para um mercado que está em pleno declínio. Por isso, é preciso se interar do mundo a sua volta e não se fechar em seu curso superior (pode-se dizer cursinho superior) como também é preciso se conhecer e saber exatamente o que você gosta e é capaz de fazer para gerar valor para seu futuro cliente..."
"... Na Idade Média os colégios eclesiásticos (mosteiros) formavam a nata da sociedade. Os alunos (monges e padres) saiam destes institutos para prestar serviços religiosos nos castelos. Eles eram super bem preparados: falavam latim, grego, sabiam sermões de cor, trechos inteiros da bíblia, tinham resistência para orar horas a fio e mais do que isso eram representantes oficiais da mais poderosa instituição do período: a Igreja Católica. Enquanto o contexto medieval perdurou estes caras foram a nata da sociedade. Eram solicitados e não lhes faltava emprego. Os padres, literalmente, eram pegos a “laço”.
Mas, gradativamente a sociedade foi mudando quando entrou uma figurinha chamada “homem burguês”. Este cara não gostava muito de latim, mas sabia comercializar muito bem e ganhava dinheiro. Para ele um padre (ou monge) não era nada! Com o tempo ele não só afirmou sua opinião, mas a disseminou por toda a sociedade. Ele não precisava de padre! Ele afirmou isso tanto que um dias dois caras resolveram este problema para ele: Lutero e Gutenberg. O primeiro lhe deu forneceu liberdade para ler a Bíblia (Reforma Protestante) e o segundo forneceu a possibilidade concreta de o fazê-lo (Criação da Imprensa que imprimiu e popularizou a Bíblia para milhões de pessoas).
De repente, (de fato não foi de repente, mas foi um processo lento e subjetivo) o que era doce se tornou amargo. O que era a elite passou a ser o estorvo da sociedade. Os copistas dos monastérios (aqueles que ficavam copiando a Bíblia manualmente e levavam década para concluir cada volume) ficaram obsoletos. Não tecnicamente! Tecnicamente eles eram ainda a nata! Eles estavam preparadíssimos para suas funções e preparados para o mercado de trabalho só que tinha um problema: aquele mercado de trabalho estava desaparecendo. A cada ano se formavam novos “copistas” e “padres” super qualificados, mas o mercado que eles iriam atuar era cada vez menor. E foi ficando menor até o ponto de desaparecer. Até hoje alguns ainda tem emprego ensinando caligrafia bonita...
Hoje o similar de “monges” e “padres” são os universitários. O maior monastério do país (a Universidade de São Paulo) forma anualmente centenas de milhares de “padres” e “monges” que são super qualificados para exercer funções que estão em plena extinção. Os milionários da nossa era não são universitários tradicionais, a maioria deles nem se formou (Dell e Gates são exemplos clássicos), mas eles encontraram mercados que não existiam para exercer suas habilidades. Eles se deram conta das suas qualidades específicas e buscam encontrar mercado para elas. Sabiam que o mundo estava mudando e ainda está permanentemente em mudança por isso Paulo Freire dizia: eu não sou, eu estou sendo...
Veja ao seu redor! Não existia o curso de web-designer a cinco anos atrás, mas a atividade já existia. O mesmo posso dizer de analista de conteúdo (dos grandes sites) e o que posso dizer dos vendedores do Mercado Livre? Já tem campeões de venda que fazem seminários específicos para os que querem ingressar e fazer dinheiro no site! Vá lá e veja por si mesmo! Isso não existia a 5 anos atrás e hoje tem muitas pessoas ganhando muita grana com isso! Provavelmente já existirá uma nova dezena de profissões de ponta antes mesmo que você termine a faculdade! Estamos em uma era de mudança que vai separar os “monges” e “padres” dos “comerciantes” e “industriais”. Os novos comerciantes são pessoas que trabalharam com idéias, informações e estética que giram em torno da “circulação” de bens de consumo e serviços. Os industriais da informação (sociedade do conhecimento) são caras como Jerry Yang (Yahoo, 2 bilhões de dólares) e Larry Page (Google, 4 bilhões de dólares) que montam o palco para as centenas de “comerciantes” atuarem.
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Diante disso a pergunta central é: em que mercado emergente eu posso utilizar o que aprendi ou o que estou aprendendo! Depois de responder isso: Vá! Faça uma universidade! Se possível uma boa universidade! Forme-se, se possível com as melhores notas! Mas, jamais se pergunte se você está preparado para o Mercado de Trabalho (forma generalizada e senso comum) porque muitas vezes o mercado que você pode realmente utilizar as suas habilidades ainda nem existe e você está considerando-se incapaz para um mercado que está em pleno declínio. Por isso, é preciso se interar do mundo a sua volta e não se fechar em seu curso superior (pode-se dizer cursinho superior) como também é preciso se conhecer e saber exatamente o que você gosta e é capaz de fazer para gerar valor para seu futuro cliente..."
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